sexta-feira, outubro 10, 2008

Coldplay - Green Eyes

Here We Go Again!


Ok, vamos recapitulizar.

Há cinco anos, eu era extremamente gorda e tinha muitos amigos, um namorado também gordinho que me abandonou porque eu estava emagrecendo muito depois da bariátrica e ele saberia que após as operações plásticas de correção, eu seria "bonita" e não iria querer saber dele.

Hohoho... hoje eu tenho uma aparência aceitável, pouquíssimos amigos, nenhum namorado e vários homens querendo me exibir por aí.

Ontem recebi um telefonema de um grande amigo que fiz durante uma viagem. Desde a volta, não falava com ele pois não havíamos trocado contato. Durante a viagem, éramos todos ouvidos um do outro. Vidas diferentes, muito diferentes. ele parecia me ver como eu mesma sou. Não como uma administradora recém-formada já com um cargo importante. Não como um lourão de corpo espetacular (sic) e sim alguém com uma história para contar e com sorriso raro e humor sarcástico.

Convidei-o para a reunião que iremos fazer hoje à noite, com as pessoas da viagem que nunca mais vimos e ele me veio com essa:
"Não adianta eu ir, pois a pessoa que eu quero ficar não vai querer ficar comigo".
"E por que não? Quem é? me conta! É a fulana?"
"Não. Se fosse, eu estaria ligando para ela..."

A ficha caiu. E depois ele falou que só eu não havia percebido. ¬¬' Eu acabara de dizer ao nosso conhecido em comum para quem eu havia dado o meu número de telefone a fim de que chegasse ao meu amigo, que sempre houve respeito entre nós e não havia outra intenção por trás de nossa amizade.

Contei sobre o lance da viagem, fugaz como todos os outros... de praxe, o carinha sumiu sem avisar.

"Ele sumiu? ELE que sumiu? Se fosse eu, não te largava nunca".

E por que diabos todos dizem coisas perfeitas e somem, de repente. Em uma atitude repetitiva, que não surpreende e até espera-se?

E, que droga, eu já estou me acostumando com isso?

sexta-feira, junho 27, 2008

Budismo

As Quatro Nobres Verdades:
. a experiência de existência cíclica;
. o reconhecimento de que a experiência cíclica é criada artificialmente;
. a afirmação da possibilidade de dissolução da experiência da existência cíclica;
. o Caminho de Oito Passos ou Caminho do Meio, que leva à dissolução da fixação à experiência de existência cíclica.

Praticando a Bondade
Depois existe uma outra abordagem, que é simplesmente praticar bondade. A bondade é uma capacidade de ir além da própria identidade e encontrar os outros seres. É uma imediata prática de transcendência ativa. O Dalai Lama diz: "Eu não sou budista, a minha religião é bondade, amor e compaixão." A instrução seria assim: apenas pratique bondade; se tiver dúvidas e pensar: "Isto é fácil, isto é ingênuo", chame o "mestre" Charles Bronson — vai ficar claro como este caminho é desafiador.

Não basta fazer os votos, é necessário cumpri-los.


quarta-feira, junho 25, 2008

Internei-me

Só saio após os eletrochoques.

segunda-feira, abril 28, 2008

O Retorno

Tirando a poeira, muito que infelizmente do blog... Fazia tanto tempo que eu não vinha aqui que havia uns dois comentários a serem moderados, sendo que um, provavelmente, tenha sido postado por alguém entendedor de psicologia, em fevereiro.

O que Belle tem feito?

O mesmo de sempre... estudado (pós-graduação), trabalhado na loja da mãe, agora formada, como administradora, também aos sábados e domingos porque parece que não temos direito de descanso em "boutiques" de Shopping Centers...

O Sebastian está bem, após ter passado algum tempo internado com alguma bactéria que o deixava fraco. Já engordou o que havia perdido e anda serelepe demais, latindo para estranhos.

Internamente, nada parece ter mudado. Todos os grilos, minhocas sempre ali. Toda complicação existencial, do ser, do estar e do desistir, continuam as mesmas. O budismo caiu por terra. A esperança de melhorar continua lá, como um fio de linha velha prestes a arrebentar.

As poucas amizades que restaram após a cirurgia bariátrica estão todas ocupadas com o trabalho-escravo, mas que dá muito dinheiro e tira a integridade física e moral de quem o pratica.

Os amores? Inexistem. São cinco anos de magreza, entalos, beleza exterior e exemplar para as consumidoras da loja de mamãe, e cinco anos de solidão. Gabriel, só faltam 95 para que eu chegue lá!

É uma luz que ofusca os desavisados... Vê-se o que há de externo, mas o que vem do interno, não é aproveitável. Do que adiantou?

Um dia, ainda descubro.

domingo, janeiro 27, 2008

Oito versos que transformam a mente

por Dalai Lama
1. Com a determinação de alcançar
O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração.

3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
E, sempre que surgir uma emoção negativa,
Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa
E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
Muito difícil de achar.

5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
Ou a insultarem e caluniarem,
Vou aprender a aceitar a derrota,
E a eles oferecer a vitória.

6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
Vou aprender a ver essa outra pessoa
Como um excelente guia espiritual.

7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,
Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
E a tomar sobre mim, em sigilo,
Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

8. Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Feliz!

Por isso, desaparecida.

Não pretendo re-aparecer tão cedo.

Só vim mesmo para dar alguma explicação.

"Não tem explicação, explicação, não tem explicação, não tem, não tem..."
*Música incidental: O Segundo Sol, Nando Reis.

domingo, janeiro 06, 2008

Now, It's really really over, baby!

A Belle simboliza(va) o que é triste, o fracasso, a querença e o não ter.

Ela não tem mais razão de existir porque não tenho mais porque me sabotar.

É hora de viver e sorrir.

Adeus.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Mais uma vez por quem não posso tocar


Criada por sua severa tia Carrie após eventos trágicos envolvendo seus pais, a jovem Ann Marie fugiu de casa e acabou adotada pela transmorfa Mística e sua amiga, a precongnitiva cega Sina. O poder mutante de Vampira manifestou-se pela primeira vez no início da adolescência, quando a menina beijou um garoto chamado Cody Robbins e sua mente foi invadida pelas memórias do rapaz, que entrou em coma permanente. Percebendo que nunca poderia viver com pessoas normais, Vampira começou a participar das atividades criminosas de sua mãe adotiva e, assim como [Mística], juntou-se à Irmandade dos Mutantes. Em sua primeira missão, a inexperiente mutante enfrentou Miss Marvel (Carol Danvers) e absorveu permanentemente as memórias e poderes da heroína, incluindo super-força e capacidade de voar.

Perturbada pela sua falta de controle, Vampira bateu à porta dos X-Men pedindo ajuda e orientação. Convencido da sinceridade da jovem sulista, o professor Xavier aceitou-a como membro da equipe, mas foi somente depois de Vampira arriscar a vida para salvar a noiva de Wolverine, Mariko Yashida, que outros heróis começaram a confiar na ex-vilã. Com o passar do tempo, Vampira e Gambit se apaixonaram, apesar da impossibilidade dela tocá-lo sem causar danos. Participou, junto com outros 5 integrantes dos X-Men, do grupo especial que procurava pelos diários de Sina, que revelariam o futuro dos mutantes. Durante essas buscas, Vampira e Gambit perderam seus poderes, e aproveitaram a oportunidade para levar uma vida normal na comunidade solidária a mutantes de Vale Soleada, na Califórnia. Pouco depois, eles ajudaram os X-Men contra o predador de mutantes Borgan e retornaram à equipe. Ann Marie recuperou seu poder de absorção graças à habilidade de sua companheira de equipe, Sábia, de despertar o potencial genético latente.

Como Vampira não possui controle sobre seu poder mutante, a incapacidade de tocar e ser tocada sempre foi seu maior estigma.



quarta-feira, novembro 28, 2007

Saudade...

No dia 27 de dezembro, eu estarei lá. Como eu escrevi certa vez, "eu quero ser presente, não passado a ser lembrado, nem futuro a ser especulado".

Não há mais o gosto com a farofa e nem ao ver a bandeira do Pará estampada em uma camiseta. O cupuaçu é insípido e todas as lembranças atraem tristezas e arrependimentos.

Cada um cria o seu próprio inferno.

Memórias trazem dor.
Não adianta fingir.

Ainda penso...

domingo, novembro 18, 2007

Prece para se libertar de apegos emocionais

Ó grande e compassivo Buda!
Tens ouvido uma voz humilde,
Rezando a ti com sinceridade?

Ó, Buda!
Eu tenho afundado em uma lama de apegos emocionais;
Se eu não me levantar,
Afogo-me aqui, agora mesmo!
Tenho me agarrado em uma teia de aranha de apegos emocionais;
Se eu não escapar,
Sufoco aqui, agora mesmo!

Ó grande e compassivo Buda!
Rezo para que me concedas a força necessária
Para escapar da prisão dos apegos emocionais;
Rezo para que me concedas a coragem
Que me permitirá marchar em direção a um novo futuro.

Tantos amigos e parentes me aconselham:
O amor romântico é como
A arrebentação das ondas no oceano;
Pessoas que se arriscam, ao brincar nas ondas,
Acabarão sendo devoradas pela aparentemente
Bela arrebentação das águas do oceano.
Entretanto, eu que ainda ajo sem princípios, me agarro a ilusões;
Eu sei que “o oceano do amor tem ondas de 100 pés”,
E, ainda assim, eu desconsidero os perigos;
Sei que “o oceano do sofrimento tem uma centena de ondas de arrebentação”,
E, ainda assim, não sei como voltar atrás.

Muitos sábios e pessoas virtuosas me dizem:
“O amor romântico é como comer mel na lâmina de uma faca;
mais cedo ou mais tarde, você será cortado pelo corte afiado”.
Entretanto, eu, que tenho apegos emocionais profundos,
Não consigo me controlar;
Quanto tempo perco!
Quantas oportunidades deixo passar!

Ó grande e compassivo Buda!
Por meio de tua habilidade e tranqüilidade,
Por favor, deixa-me obter a realização da natureza intrínseca do amor;
Por meio de tua compaixão e sinceridade,
Por favor, deixa-me criar a Terra Pura neste mundo humano.

Devo purificar e expandir
O amor romântico e transformá-lo em
Amor pela sociedade e pela nação;
Devo elevar o amor a um nível mais alto
E transcendê-lo, para que, então, ele se transforme
Em um serviço sem interesses nem expectativas.

Ó grande e compassivo Buda!
Por causa do apego emocional,
Tantas pessoas se prejudicaram
E tantas outras causaram tragédias.

Ó Buda, rezo por Vossa proteção:
Que possamos elevar o amor a um nível mais alto pela razão;
Que possamos purificar o amor pela compaixão;
Que possamos governar o amor pela moralidade;
Que possamos guiar o amor pela ética.

Ó grande e compassivo Buda!
De agora em diante, vou renunciar às horríveis algemas do apego emocional,
E trazer à cena o amor benevolente e genuíno;
De agora em diante, vou me distanciar do sofrimento,
Causado por alternar amor e ódio,
E criar uma vida de compaixão e sabedoria.

Rezo para que, de agora em diante:
O afeto e o amor ao Darma transbordem
E tranqüilize a vida de todas as pessoas;
O afeto e o amor ao Darma preencham todo o universo
E motive a carreira de todas as pessoas.

Ó grande e compassivo Buda!
Por favor, aceita minha prece mais sincera!
Ó grande e compassivo Buda!
Por favor, aceita minha prece mais sincera!

sábado, novembro 17, 2007

quinta-feira, novembro 15, 2007

Nada mais para o momento

Sem vontade nem de escrever.

Eu acredito que ele foi uma das rara pessoas que gostavam de mim de verdade. Porque a gente conversava calado, só de se olhar.

Ele estava longe, mas tinha o coração tão perto.

Infelizemente, eu nunca fui O SUFICIENTE.
E nunca serei.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Síndrome do Amor Negativo

O Centro Hoffman realiza em Campinas, em parceria com o GEA - Grupo de Estudos sobre o Amor, a palestra “Livrando-se da Síndrome do Amor Negativo”. O evento é aberto ao público e acontece às 19h30, no dia 22 de outubro, no CCBEU - Centro Cultural Brasil Estados Unidos (Av. Júlio Mesquita, 606 Cambuí - Campinas). A palestra será ministrada pela especialista em reeducação emocional, Heloisa Capelas, que é Diretora Terapêutica do Centro Hoffman em São Paulo.
A Síndrome do Amor Negativo é um conceito criado em 1967 pelo norte-americano Bob Hoffman, um autodidata com profundo conhecimento da natureza humana. Consiste no fato de as pessoas adotarem os comportamentos, atitudes, traços e admoestações negativas (abertas ou encobertas) de seus pais, na esperança de que eles as aceitem e as amem incondicionalmente. “Essencialmente, no sentido mais amplo, o Amor Negativo nada mais é do que o estado de se sentir indigno de ser amado”, afirma a palestrante. Heloisa explica que o problema é o fato de as pessoas continuarem usando esses traços de forma inconsciente e compulsiva quando adultas, até o fim da vida. “Estas negatividades são as barreiras reais à realização e à paz pessoal. Todos nós somos afetados por elas todos os dias, em um nível pessoal e coletivo”, completou.
Segundo a especialista, por melhor ou pior que uma pessoa tenha internalizado os seus pais na infância, quando adulta ela freqüentemente se observa agindo exatamente como eles. “É muito comum ouvir as pessoas falarem ´eu odiava quando ele (ou ela) fazia isso, e agora eu estou aqui fazendo o mesmo´. É fácil entender por que, quando criança, uma pessoa adotou os comportamentos positivos dos seus pais. Difícil é entender por que a pessoa também adota os comportamentos negativos deles”, afirma Heloisa, destacando que os pesquisadores têm dado pouca ênfase na compreensão desse quebra cabeça.
Segundo os conceitos de Bob Hoffman, o caminho para nos livrarmos do amor negativo é o perdão. “Somente quando formos capazes de perdoar nossos pais, experimental, emocional e intelectualmente, poderemos então nos perdoar e encontrar a paz interna”, afirma Heloisa. A palestrante diz que para alcançar essa tão almejada meta precisamos chegar a um profundo senso de compreensão sem condenação e de aceitação pelas crianças que nossos pais foram um dia: “Então poderemos ser totalmente livres para aceitar e amar os adultos que eles se tornaram”, completa a profissional.
Heloisa Capelas é terapeuta familiar especializada em reeducação emocional. Diretora Terapêutica do Centro Hoffman desde 1998, ela é formada em Assistência Social e pós-graduada em Administração, com enfoque em Recursos Humanos. Master Practitioner em Programação Neurolinguística, com formação em motivação e conquista de objetivos, fez especialização em Psicodinâmica aplicada aos Negócios.
Fonte: http://www.jornalocal.com.br/noticias/?id=2873

Obrigada, Nil.

sábado, novembro 10, 2007

O Problema é meu

Nunca falei que não era.

segunda-feira, novembro 05, 2007

De novo, ele me assombra

Faz, exatamente, uns três dias que ele me reapareceu depois da última discussão homérica ao telefone, na qual ele me ridicularizava em último grau e eu chorava copiosamente sobre o travesseiro. Eu havia acreditado, mais uma vez, erroneamente, que ele, finalmente, descobrira-me o real valor.

Depois do acontecimento, eu decidi então eliminá-lo de vez. Cortar-me as asas, os links existentes, os fios que nos uniam. Todas as conexões foram, não exterminadas, mas afastadas de mim. E eu sequer movi uma palha para que eu as encontrasse novamente.

Então eu segui. Ás vezes, lembrando, não mais com saudades, e sim, com grande pesar. Um quê de 'poderia ter valido a pena' se nada do que aconteceu tivesse ocorrido. O problema é que o passado existe e afeta diretamente o meu presente. Toda mágoa reflete agora.

Ele voltou. Pedindo desculpas, dizendo "às vezes ficamos meio loucos". Enfim. Estava longe, viajando, conhecendo novas culturas, gostos, cultivando novos laços, contando piadas novas e ridículas daquelas que somente americanos se divertem ao escutar. Estava ali, longe, com distrações demais para lembrar que eu existia.

Temo imaginar o motivo de sua lembrança. Será que o pensamento foi "não estou fazendo nada... vamos brincar um pouco com Belle Annelise. Ela me parece feliz, vou artazaná-la só para me divertir mais um pouquinho"? Esta é a única possibilidade que me vem à mente. Senão a única, a muito mais provável de acontecer.

Ele voltou dizendo que sente a minha ausência. E que me provaria a verdade em entrelinhas. Que verdade? perguntaria eu. A verdade é que 'toda essa história' já passou da validade, mas não posso negar que ainda me atormenta.

Porque se eu pareço estar sem rumo, tenho dó de quem nunca o teve. E eu acredito nisso... pois se, para ele, houvesse um rumo, este tentaria segui-lo e olhar para frente, esquecendo assim, o que ficou para trás.

sábado, novembro 03, 2007

Vícios

Homens sempre me foram vícios. Eu só falo neles e no meu azar para com eles neste blog. Chego a ser repetitiva e assumo que isto me é uma obsessão.

Eu nasci para ser uma boa dama. Educada, divertida, culta. Para mim, toda mulher que procura homens abastados são prostitutas. Então estudei muito, trabalho muito, até mais do que deveria... para ter dinheiro suficiente para cuidar de quem eu quisesse. Do homem que eu escolhesse.

Enfim.

Quando acontece eu sempre faço o favor de estragar tudo. Cuidar demais. Pensar demais. Calcular demais. Para eles, é controle. E quem perde o controle sou eu.

Descontrolada. Louca. É assim que eles me vêem ou que eu faço questão de ser vista. Talvez por auto-punição. Para continuar na "segurança" de estar só.

Então, como sempre, melhor bater em retirada.

Adeus.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Eu sou Camille Claudel

Tendo deixado sua família pelo amor de Rodin, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre e mantendo-se à custa de sua própria criação. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra do mestre ou da aluna inspirou um ou copiou o outro. Além disso, Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes dificuldades: de um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua companheira devotada desde os primeiros anos difíceis, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre. Assim sendo, Camille tentará se distanciar, percebendo-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra (1880-94), tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa [figura](La Valse — Museu Rodin) ou A Pequena Castelã (La Petite Châtelaine, Museu Rodin). Esse distanciamento segue até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura (L’Age Mûr – Museu d'Orsay).

Ferida e desorientada, Camille Claudel nutre então por Rodin um amor-ódio que a levará à paranóia. Ela instala-se então no número 19 do quai Bourbon e continua sua busca artística em grande solidão apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau, Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot. Este último organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel. Suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios.

Depois de 1905, os períodos paranóicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Ela crê em seus delírios que Rodin está apoderando de suas obras para moldá-las e expô-las como suas, que também o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para lhe furtar as obras. Ela vive então em um grande abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todos.

Seu pai, seu porto-seguro, morre em 3 de março de 1913. Em seguida, em 10 de março, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde morre, após trinta anos de internação, em 19 de outubro de 1943, aos 79 anos incompletos.

Fonte: Wikipédia.




La Valse, Camille Claudel

sexta-feira, outubro 19, 2007

Vazio

Está tudo certo, eu tenho um emprego que me toma o dia todo. E uma faculdade que só vou para dizer que vou, porque, na prática, já sei tudo. Uma pena que preciso desse maldito título.

Grande empreendedora. Estava lendo hoje na internet, algo sobre "como chegar no seu primeiro milhão". Coisas que faço desde que comecei a ganhar dinheiro. A pergunta é... será que sou eu que vou usufruir de tudo isso?

A vida está passando sem muitas emoções. Aliás, sem emoções das boas.
Nada acontece.

Apenas a mesmice de acordar, preencher o dia e voltar a dormir.

E quando eu vejo a chance de tudo mudar, ela vai embora. Diz tchau, despede-se de mim, ainda sorrindo e dizendo: eu volto.

Aff.

quarta-feira, outubro 10, 2007

E se ele não existe?

Você se mostra, com todos os seu defeitos para não haver represálias depois. Você é assim, cheia de cicatrizes, com um passado riquíssimo mas que te fez crescer.

Você se mostra, como sabe que não deveria.
Você acredita, idem acima.

Vive a vida com objetivos. Na verdade, o objetivo sempre foi o mesmo.
Obsessão inconveniente que atormenta.
Não há como realizar os sonhos. Não há tempo.

O que resta é a diversão.

Para os outros, esse é o maior objetivo da vida, divertir-se.

Para que viver sonhos, ver o pôr-do-Sol e andar de mãos dadas?
Não há tempo. A vida é curta.

Dividemos os segundos pelas pessoas. Ninguém é de ninguém. Vamos sair todos os dias para encher a cara e beijar muitas bocas. Isso é o que vale.

Quanto mais tempo se passa, mas eu tenho a certeza de que eu nasci num tempo errado.
Aos meus vinte e um anos, com humor de quarenta e poucos. Humor de quem não teve a oportunidade de ter filhos para rejuvenescer. Humor de "tia solteira e infeliz".

Como voltar e redesenhar a vida?