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domingo, maio 10, 2009

Um Belo dia para Morrer

Se eu tivesse coragem de jogar tudo fora, mas e o medo de não haver nada do outro lado? Na verdade, essa é a certeza que tenho... não tenho tanta dor que não possa suportar. Sempre confio que tudo há de mlehorar um dia, mesmo que não melhore. Posso me enganar dizendo que sim, que sou feliz por ter amigos, mas a falta do que me falta me envergonha tanto que é melhor não sair de casa, não falar com ninguém.

Hoje seria um belo dia para morrer, mas eu queria morrer de verdade, sem dor, e com certeza (não queria tentar morrer e não conseguir, sabe?) e que não fosse por minha culpa.

As únicas pessoas que se importam comigo são as que estão longe. Em minha casa, o único que veio atrás de mim só para ficar ao meu lado foi o Sebastian, meu labrador.

Se não puder morrer, queria me transformar num cachorro. Aliás, no meu cachorro. Ele parece tão feliz, tão tranquilo, e o é só por ajudar todo mundo, ser amigo.

Hoje seria um belo dia para morrer, sem arrependimentos. Pois aqui já fiz tudo. E eu não quero mais sofrer.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Here We Go Again!


Ok, vamos recapitulizar.

Há cinco anos, eu era extremamente gorda e tinha muitos amigos, um namorado também gordinho que me abandonou porque eu estava emagrecendo muito depois da bariátrica e ele saberia que após as operações plásticas de correção, eu seria "bonita" e não iria querer saber dele.

Hohoho... hoje eu tenho uma aparência aceitável, pouquíssimos amigos, nenhum namorado e vários homens querendo me exibir por aí.

Ontem recebi um telefonema de um grande amigo que fiz durante uma viagem. Desde a volta, não falava com ele pois não havíamos trocado contato. Durante a viagem, éramos todos ouvidos um do outro. Vidas diferentes, muito diferentes. ele parecia me ver como eu mesma sou. Não como uma administradora recém-formada já com um cargo importante. Não como um lourão de corpo espetacular (sic) e sim alguém com uma história para contar e com sorriso raro e humor sarcástico.

Convidei-o para a reunião que iremos fazer hoje à noite, com as pessoas da viagem que nunca mais vimos e ele me veio com essa:
"Não adianta eu ir, pois a pessoa que eu quero ficar não vai querer ficar comigo".
"E por que não? Quem é? me conta! É a fulana?"
"Não. Se fosse, eu estaria ligando para ela..."

A ficha caiu. E depois ele falou que só eu não havia percebido. ¬¬' Eu acabara de dizer ao nosso conhecido em comum para quem eu havia dado o meu número de telefone a fim de que chegasse ao meu amigo, que sempre houve respeito entre nós e não havia outra intenção por trás de nossa amizade.

Contei sobre o lance da viagem, fugaz como todos os outros... de praxe, o carinha sumiu sem avisar.

"Ele sumiu? ELE que sumiu? Se fosse eu, não te largava nunca".

E por que diabos todos dizem coisas perfeitas e somem, de repente. Em uma atitude repetitiva, que não surpreende e até espera-se?

E, que droga, eu já estou me acostumando com isso?