Sexta-feira, Maio 29, 2009

Espaço Vazio

Cansada de ser eu.

Querendo morrer e acordar outra, amanhã.

Eu não me suporto mais, minha família não me suporta mais... Eu preciso mudar, eu preciso ser de outro jeito, preciso nascer de novo, nova, outra...

Gostaria de poder apertar o review e mudar tudo.

Mais centrada, equilibrada, menos ansiosa, mais largada com esse negócio de sentimentos.

Quem pensa, vive; quem sente, sofre.

Eu quero mudar, mas quando vi, já foi. Já vivi de novo a personagem enlouquecida que me toma o corpo, como uma alma invasora do mal. Já perdi a noção de tudo, do ridículo, do bom senso e da hora de bater em retirada.

Sou uma garrafa de refrigerante balançada, que ninguém vê que, ao menor descuido, pode explodir e sujar tudo em volta...

Gostaria de ser vinho, leve, suave, pra ser absorvida aos poucos, deliciosamente, com rituais e tudo mais. Absorvida sob medida, porque tudo em exagero é extremamente ruim - e em ocasiões especiais.

Dá água, insípida e pura, passei para a garrafa de resrigerante balançada.
Quando hei de ser vinho?

Domingo, Maio 10, 2009

Um Belo dia para Morrer

Se eu tivesse coragem de jogar tudo fora, mas e o medo de não haver nada do outro lado? Na verdade, essa é a certeza que tenho... não tenho tanta dor que não possa suportar. Sempre confio que tudo há de mlehorar um dia, mesmo que não melhore. Posso me enganar dizendo que sim, que sou feliz por ter amigos, mas a falta do que me falta me envergonha tanto que é melhor não sair de casa, não falar com ninguém.

Hoje seria um belo dia para morrer, mas eu queria morrer de verdade, sem dor, e com certeza (não queria tentar morrer e não conseguir, sabe?) e que não fosse por minha culpa.

As únicas pessoas que se importam comigo são as que estão longe. Em minha casa, o único que veio atrás de mim só para ficar ao meu lado foi o Sebastian, meu labrador.

Se não puder morrer, queria me transformar num cachorro. Aliás, no meu cachorro. Ele parece tão feliz, tão tranquilo, e o é só por ajudar todo mundo, ser amigo.

Hoje seria um belo dia para morrer, sem arrependimentos. Pois aqui já fiz tudo. E eu não quero mais sofrer.

Sábado, Março 28, 2009

Nada por mim...

Eu não entendo você! Faz-me lembrar de coisas que eu já havia esquecido, todas aquelas coisas boas que vivemos, todas aquelas risadas que estamos tentando remasterizar agora e, com novos arranjos, conseguindo.

É bom te ver sorrindo por minha causa e saber que eu te faço bem. Ouvir um "obrigado pela companhia", ou uma declaração de que sempre nos divertimos juntos, que eu sempre transmiti alegria em você, apesar de ser uma pessoa difícil de conviver.

Faz bem para mim.

Tua volta me fez bem. Fez-me lembrar de tudo também e minha memória seletiva apagou as lembranças ruins, que foram poucas. E estar agora ao teu lado é muito bom, mas ainda confuso.

Como não sentir arrepios quando me tocas? Como não ser provocada por um sorriso teu? Sinceramente, ainda não estou preparada para ser, realmente tua amiga. Ainda não dá.

Sim, passaram-se anos! Enfim, inexplicável como tudo o que é relacionado a sentimentos. Cabe a nós termos paciência para sentir e ver o desenrolar das coisas.

Principalmente a mim.

Domingo, Março 22, 2009

Just Friends Just Friends



Não é a primeira vez que escuto isso, mas... sempre que ouço, é uma grande surpresa.

Está certo, amizade realmente é mais valiosa do que um relcionamento amoroso.

Contudo, até quando, apenas a minha lista de amigos irá aumentar?
E os meus pés continuarão gelados por longos invernos...

Domingo, Março 15, 2009

WWF - A Hora do Planeta

Hora do Planeta
8:30PM Saturday 28 March 2009

Sábado, Março 14, 2009

Das Cartas que Escrevi para Ti

De toda a minha parca literatura, eu sempre lembro as cartas que escrevi para ti. Enviei a maioria, muitas vezes, sem respostas. Como a de hoje...

No entanto, ainda consigo sobreviver com o teu desprezo temporário, sempre recorrente.

Talvez o meu amor por ti esteja atrelado à minha escrita. Quando penso em ti, e no que sinto, escrevo e sempre acho tudo muito bonito, bem (d)escrito.

Quando lembro dos teus poemas brincando com palavras com letras enstre parênteses... ou somente quando lembro que eles não foram escritos para mim.

Eu estou aí, dentro de ti, em algum lugar eu estou. Pode ser na gaveta do quarto, no bolso do paletó, embaixo da cama ou sob o tapete, junto com a sujeira que teimas em esconder. Mas sei que estou.

Não estou ao seu lado, como outras tantas e como eu queria estar...

Basta a mim estar feliz por tua felicidade. Mesmo com o teu desprezo em relação a mim, estou aqui, torcendo por ti. Mesmo que não prestes atenção enquanto eu olho em sua direção.

Vamos embora para Pasárgada? Juntos? Crescer como já crescemos nestes últimos quatro anos. Nem que eu esteja de longe à espreita. Eu só não quero perder nada...

E sei, que um dia, vais voltar para o meu abraço. E é nessa esperança que eu deposito a certeza do meu amor crescente e constante (um paradoxo?) por ti.

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

Destrinchando a Tristeza

Acordo de manhã com o mesmo pensamento da noite passada.

Na verdade, durante os meus sonhos, o pensamento permaneceu, o de ânsia, dúvida, vazio, silêncio. Um desespero calado e quieto, quase branco, mas cinza. Um cinza desbotado, manchado, feio.


O medo é o que me causa essa tristeza. O medo, o pior dos sentimentos. Que paralisa, faz tremer, vertendo lágrimas inevitáveis... por dentro.

Afinal, é preciso viver.

Ir ao banco, pagar as contas, agüentar o trânsito, trabalhar, ajudar outras pessoas, fazer outras pessoas felizes, mesmo que a única coisa que haja dentro de você seja a tristeza.

É como se a respiração faltasse o tempo todo, e um embrulho saciasse o estômago, um nó prendesse a garganta e um grito estivesse sofrendo por não poder sair.

É uma vontade de desistir, mesmo sabendo que a desistência implicaria no prolongamento desse sofrimento, que poderia ter sido tão inevitável se não existisse o MEDO.

Medo desgraçado.

Só os covardes se rendem a ele. Eu não, eu o odeio, então luto. Só os corajosos assumem o medo e o reconhecem como um inimigo. Lutam contra ele até vencer.

Mesmo que a luta seja dolorosa, mesmo que o sangue seja inevitável, essa vitória vale a pena.

Então, seguro o choro e corro avante.

Pois é preciso. E eu não sou covarde o bastante para desistir.
Eu persisto. E vou até o fim.