Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

domingo, maio 10, 2009

Um Belo dia para Morrer

Se eu tivesse coragem de jogar tudo fora, mas e o medo de não haver nada do outro lado? Na verdade, essa é a certeza que tenho... não tenho tanta dor que não possa suportar. Sempre confio que tudo há de mlehorar um dia, mesmo que não melhore. Posso me enganar dizendo que sim, que sou feliz por ter amigos, mas a falta do que me falta me envergonha tanto que é melhor não sair de casa, não falar com ninguém.

Hoje seria um belo dia para morrer, mas eu queria morrer de verdade, sem dor, e com certeza (não queria tentar morrer e não conseguir, sabe?) e que não fosse por minha culpa.

As únicas pessoas que se importam comigo são as que estão longe. Em minha casa, o único que veio atrás de mim só para ficar ao meu lado foi o Sebastian, meu labrador.

Se não puder morrer, queria me transformar num cachorro. Aliás, no meu cachorro. Ele parece tão feliz, tão tranquilo, e o é só por ajudar todo mundo, ser amigo.

Hoje seria um belo dia para morrer, sem arrependimentos. Pois aqui já fiz tudo. E eu não quero mais sofrer.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Destrinchando a Tristeza

Acordo de manhã com o mesmo pensamento da noite passada.

Na verdade, durante os meus sonhos, o pensamento permaneceu, o de ânsia, dúvida, vazio, silêncio. Um desespero calado e quieto, quase branco, mas cinza. Um cinza desbotado, manchado, feio.


O medo é o que me causa essa tristeza. O medo, o pior dos sentimentos. Que paralisa, faz tremer, vertendo lágrimas inevitáveis... por dentro.

Afinal, é preciso viver.

Ir ao banco, pagar as contas, agüentar o trânsito, trabalhar, ajudar outras pessoas, fazer outras pessoas felizes, mesmo que a única coisa que haja dentro de você seja a tristeza.

É como se a respiração faltasse o tempo todo, e um embrulho saciasse o estômago, um nó prendesse a garganta e um grito estivesse sofrendo por não poder sair.

É uma vontade de desistir, mesmo sabendo que a desistência implicaria no prolongamento desse sofrimento, que poderia ter sido tão inevitável se não existisse o MEDO.

Medo desgraçado.

Só os covardes se rendem a ele. Eu não, eu o odeio, então luto. Só os corajosos assumem o medo e o reconhecem como um inimigo. Lutam contra ele até vencer.

Mesmo que a luta seja dolorosa, mesmo que o sangue seja inevitável, essa vitória vale a pena.

Então, seguro o choro e corro avante.

Pois é preciso. E eu não sou covarde o bastante para desistir.
Eu persisto. E vou até o fim.