quinta-feira, agosto 23, 2007

Outra história que finda

Acho que com tanta experiência pregressa, estou-me acostumando com os tais relacionamentos fugazes.

Antes, quando o término era pressentido, o desespero batia e vinha a pergunta: "o que há de errado comigo?".

Dessa vez foi diferente, o relacionamento foi maravilhoso e foi muito compreensível trocar uma relação instável por uma amizade saudável e duradoura. Acho que é isso mesmo. Para uma namorada, eu sou uma ótima amiga.

E isso é bom!

Porque o namoro acaba. O amor não.

terça-feira, julho 24, 2007

No dia em que eu, finalmente, desisto...

Estava eu, passeando pelo orkut, já tinha colocado o infame "namorando" no status; um 'namorando' falso, com fins escusos (o de iludir o Assombração e fazê-lo me deixar em paz, além de expulsar engraçadinhos que adicionam dizendo que 'o seu perfil é interessante', denunciando um 'adorei sua foto, você é uma gata e eu te QUERO' nas entrelinhas).
Mas era para ser MENTIRA!

Enfim, no dia em que conheço o tal Roqueiro.

E conversamos. Acabamos nos descobrindo. Ele triste, recém separado. Eu triste, SEMPRE abandonada. E conversamos mais. Estávamos perto, mais do que esperávamos. Praticamente, dá para ver a casa dele da minha janela...

E no mesmo dia em que nos descobrimos, encontramo-nos. E sorrimos. Corversamos mais e mais. Sorrimos também, de novo. E marcamos uma próxima. Na verdade, a gente sempre marca uma próxima. E outra e outra...

No outro dia, tudo em preto e branco da vida virtual dele, de repente, estava colorido. Novas fotos, novas músicas, novos planos: "A vida continua".
E eu? Irreconhecível, com um sorriso espontâneo e sincero, cantante, coloridíssima, gritante de entusiasmo, eufórica, leve a voar... "I feel so light, this is all I wanna feel tonight..."

E estamos assim. Juntos.

Não era para ser agora. Mas já que foi... o jeito é se molhar na chuva.

Feliz.
Definitivamente, não estou muito acostumada com isso.

Mas é muito bom!



* Citação de "Feel So Light", cantada por Nina Gordon.

terça-feira, julho 17, 2007

O Mundo é um Moinho



Ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida, já anuncias a hora da partida, sem saber mesmo o rumo que irás tomar.

Presta atenção querida, embora eu saiba que estás resolvida, em cada esquina cai um pouco a tua vida, em pouco tempo não serás mais o que és.

Ouça-me bem amor, preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões à pó.

Presta atenção querida, de cada amor tu herdarás só o cinismo, quando notares estás a beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés.

Ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida, já anuncias a hora de partida, sem saber mesmo o rumo que irás tomar.

Presta atenção querida, embora eu saiba que estás resolvida, em cada esquina cai um pouco a tua vida, e em pouco tempo não serás mais o que és.

Ouça me bem amor, presta atenção o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões a pó.

Presta atenção querida, de cada amor tu herdarás só o cinismo, quando notares estás a beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés.

(Cartola)

segunda-feira, julho 16, 2007

Do Amor

Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor. Chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado. Mas é exatamente o oposto, para mim que o amor se manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser
construído, inventado, modificado. O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita. O amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?

Minha resposta? O amor é desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre um desconhecido. A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar em linha reta ele nos oferece seus oceanos e mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim. Não. Não podemos subestimar o amor. Não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha, e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém - nascidas. O amor brilha. Como uma aurora colorida e misteriosa. Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida. O amor grita seu silêncio e nos dá a sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos alimento preferido do amor. Se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço. E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo. Me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita. Ou melhor, só se vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

(Moska)


Rose Meditative, Salvador Dali

terça-feira, julho 10, 2007

The (not happy) End



Eu só queria dizer que, depois de hoje, tenho a CERTEZA (sim, eu ainda tinha uma esperança de TODOS OS MEUS AMIGOS estarem enganados) de que ele:

1) odeia-me.
2) quer me fazer pagar por qualquer coisa que eu tenha feito a ele. Nesta ou na vida passada.
3) é mau. Muito mau.
4) e além disso, é cruel. Sabe o que causa e diverte-se com isso.
5) não tem coração.

Então.

Adeus.
Seriously.

domingo, julho 01, 2007

Is it over? Now it´s driving me insane!!!*

Meu email:
Wish me luck.
I'll need it.

e
r
a
s
i
n
g

y
o
u
.
.
.


Resposta:
Eu jamais deveria te dizer isso, mas eu luto contra uma espécie de amor por ti. Faça o que achares correto, os anos são longos.
Um beijo sincero.


Comentário do Guru:
Como sempre, fiquei com raiva dele. Com um parágrafo, consegue ser uma canalha.

Conclusão:
Ele não quer que acabe. Mas, ah! Vai acabar sim!


IT´S OVER, BABY!!!!



* Trecho de Hole in my soul, Aerosmith.

segunda-feira, junho 25, 2007

Thom Yorke - The Eraser (é... parece que já acabou / apagou...)

please excuse me but I got to ask
are you only being nice
because you want something
my fairytale I wrote recent
be careful how you respond
as you might end up in this song
i never gave you any encouragement
and it's doing me in

the more you try to erase me
the more that I appear
the more the more
the more you try the eraser
the more that you appear

you know all the answers
so why do you ask?
i am only being nice
because I want someone, something
you're like a kitten with a ball of wool
and it's doing me in

the more you try to erase me
the more that I appear
the more the more
The more I try to erase you
the more that you appear

No, you're wrong, you're wrong
You're all wrong



segunda-feira, junho 18, 2007

Le Grand T

Pega-me, arrasta-me sobre tuas pernas, aproxima tua barba do meu peito, faz roçar pela minha pele, fazendo arrepiar a espinha dorsal e contrair os meus músculos quadríceps, a fim de afastar-te, mesmo não querendo.

Ignora o meu não, suplique por mais, mais, mais... faça o pensamento fluir, com pontos, mãos, pontos, gostosos, pontos, mais, pontos, mais mais mais mais...

Não usa parênteses, usa o ponto de exclamação.
Diz sim, sim, sim, implora, suplica, por favor, por favor.

Mostra o que tens de mais valioso, faz-me olhar.
Obriga-me.

E come.
Me.


Eat Me!

sexta-feira, junho 15, 2007

Namorados

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrimas, nuvem, quindim, brasa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é difícil, mas namorado mesmo, é muito difícil.
Não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega perto dele treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parrida, decidida ou bandoleira: Basta um olhar de compreensão ou mesmo de afeição.
Quem não tem namorado não é quem não tem um amor:
É quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem 3 pretendentes, 2 paqueras, 1 envolvimento e 2 amantes, mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, de cinema depois das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete de lagartixa e quem ama sem alegria.
Namorar não é apenas quem faz pactos com a infelicidade, é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor cacada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinicius, Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada, de ânsia de viajar junto para a Escócia, Europa, Oriente ou mesmo de metro, bonde, nuvem, cavalo alado,tapete magico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra juntos, quem não gosta de falar do próprio amor, nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não descobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, luas de manha ou musical da Metro.
Quem não tem musica secreta com ele, quem não dedica livros, não e corta artigos, quem não se chateia com o fato de o seu bem se paquerado.
Quem ama sem gostar, quem gosta sem curtir, quem curte sem aprofundar.
Quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou no meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais; quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações, quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele, quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz; quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita, passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com flores,com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração acelerado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com o gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos Beba licor de contos de fadas] Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de
borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça!



Por que eu tô romantiquinha e essa foto se parece com a gente...

quarta-feira, junho 13, 2007

terça-feira, maio 22, 2007

Duas Cores - Mombojó

Agora eu sei o que quero enxergar
Esse colorido não devia mais me enganar
Porque a cor deforma
Quando a luz vem a brilhar
E assim seu olho começo a decifrar

Dai-me outra cor
Que não seja a do seu olhar
Dai-me outro amor
Que venha pra me perpetuar
Dai-me outra cor
Que não tenha o que eu quero enxergar
Dai-me uma dor
Que sirva para eu acordar
Dai-me outra cor, dai-me um amor, dai-me uma dor

Pelas esquinas que eu andei
Nenhuma delas te encontrar
Mas eu tou sempre por aqui
Quando quiser, é só chamar
Andando reto, sem destino
Vivendo sempre do passado
Não quero mais me desmentir
Eu não vou mais te procurar

Pelas esquinas que eu andei
Nenhuma delas te encontrar
Mas eu tou sempre por aqui
Quando quiser, é só chamar
Andando reto, sem destino
Vivendo sempre do passado
Não quero mais me desmentir
Não vou mais te procurar

segunda-feira, abril 23, 2007

Metáfora

Se vou pescar, leio tudo sobre a pescaria. Escolho o melhor rio, a melhor isca, e o melhor dia, segundo a meteorologia... jogo a isca, e durmo. Espero. Apenas por um dia, NO MÁXIMO.

Se não houve sucesso, mudo de técnica, isca, mas não mudo de rio... se eu julgo que aquele é melhor.

Ai, essa minha teimosia!

E se ali não houver peixe? Com quantas iscas eu vou tentar? Em quantos livros eu vou procurar a melhor técnica para pescar?

E o melhor peixe que eu vou buscar... se está naquele rio, é lá que eu vou ficar.

Ruiva Pescando - Taquaral '82 - Brasil

sábado, abril 21, 2007

SIM

SIM
Desde que eu te vi
eu te quis
Eu quis te raptar
Eu fiz um altar
Pra te receber
Como um anjo
Que caiu
lá do céu
Não estava voando
Andando
Distraiu-se

SIM
E agora?
Eu quero voltar lá do céu
Eu quero estar de volta
Eu quero ter você quando estiver de volta
Eu quero você para mim

Não dou pra ficar só...

Composição: Nando Reis

domingo, março 25, 2007

Síndrome de Rogue


E acada dia que passa quero deixar de ser mutante. Apenas para poder tocá-lo.

Ou ultrapassar nossas barreiras, voar, ter a capacidade de controlar todo este poder que me foi dado. E que eu não quero, não aceito.

Se todos podem, tocar, acariciar, beijar. Eu fico aqui. Em minha redoma, longe... distante... intocável.

Onde estás, Gambit, a essa hora?

Volta, para que ao menos, eu te veja. Faltam apenas cinco meses para que eu deixe de ser Vampira e possa, finalmente, tocar-te. Sentir teu cheiro de perto e o teu calor...


Sim, acabaste de entrar em minha história.
E isso, definitivamente, não é um bom sinal.

sábado, janeiro 27, 2007

O Órfão

Esse arquétipo é ativado por todas as experiências em que nos sentimos abandonados, maltratados ou desiludidos. O Órfão é quase uma criança, que se vê privada de proteção e cuidado. Sua presença se revela não apenas quando nos sentimos vítimas de injustiças, fofocas ou traições, mas também quando nos conscientizamos de que o mundo não é justo ou de que há políticos desonestos, por exemplo. A vida está repleta de experiências que fortalecem o Órfão interior e nos fazem sensíveis, vulneráveis, sem esperança. Como vivemos numa sociedade em que ser vulnerável não é socialmente muito aceitável, a maior parte de nós esconde sua criança interior por medo do que os outros possam pensar. O resultado é que acabamos, além de magoados, solitários.

Se o órfão estiver atuante: em vez se apegar à sensação de impotência, procure batalhar por um mundo melhor, pois ninguém irá fazê-lo por você. Enfrentar as limitações e situações negativas, mesmo em meio à dor, é uma forma de poder. Comece a procurar soluções para modificar as situações, engaje-se em um trabalho voluntário ou se filie a alguma ação coletiva, por exemplo. Compartilhe temores e feridas: assim você estabelece ligações sinceras com as outras pessoas, proporcionando o surgimento do vínculo que estabelece a intimidade e a troca.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Criatura e Criadora

- Sob o ponto de vista da criadora:

Desde a minha última decepção amorosa - a segunda consecutiva - deduzi que era incapaz de amar novamente. Pessoas interessantes, no início, tornaram-se completamente dispensáveis após um erro de português, uma noite de embriaguez ou atos falhos repudiantes, como monossílabas repetitivas e citações de um passado recente.

Decidi ser a autora. Deixei de ser personagem.

Ser autora é mais legal. Pode-se manipular as personagens ao seu bel prazer, contornar a história para um drama ou uma comédia, adiantar o final, transformar tudo em felicidade no desfecho...

No entanto, não me avisaram que a personagem poderia crescer ao ponto de dominar a história e fazer do autor, um mero coadjuvante. Isso aconteceu comigo, com aquela que jamais acreditaria no amor. Com quem achava que amor AMOR só acontecia de mãe para filho e, ainda assim, nem sempre.

Minha personagem preferida se apaixonou. Tão rápida e ridiculamente que me fez ter vergonha de tê-la criado. Entrou em desespero a coitada! e por não ser pessoa, de carne e osso, agora dorme repetindo a seguinte frase:
"Como eu queria ser alguém, como eu queria ser alguém..."

Seu amor sabe de tudo, ela lhe foi sincera desde o começo:
"E por que não ser? Torne-se alguém. Quem sabe eu também seja um personagem? Um sonho num sonho?"

Ele não se interessaria por ela, se ela não fosse extremamente linda, bem-humorada (ao menos, quando estava com ele, afinal, sua natureza era triste), falante, passional e sincera. Gosta de sentir a música que ouve. E foi assim que ele a conquistou: fazendo-a sentir as músicas que lhe presenteava.

"Tudo o que eu quero é um sorriso ou dois" - e ela se imaginava sentada em um piano de cauda, usando um vestido azul justo, de paetês, cantando para o pianista, que era ele.
"Ninguém sabe o quão profundo o meu amor por você pode chegar"

Com sua fisionomia séria e serena, contava-lhe piadas bobinhas e conseguia fazê-la rir com facilidade:
"Se você é ninguém, então você sabe."

E ela sofrendo por dentro, por não poder ser alguém para passear com ele de mãos dadas pelas ruas escuras e molhadas da cidade, pela madrugada, chorava.

06.06.05

domingo, dezembro 03, 2006

Todas merecem ser amadas - menos eu

Eles sempre conseguem amá-las e respeitá-las.

Serem fiéis.

Kellens, Fernandas, Robertas, Carolinas, Cristinas, Alines, Kellys, Alessandras, Andressas, Marias, Renatas, Annas, Cláudias, Márcias, Nathalies, Yannas, Marinas, Karines, Corinas, Amandas, Tathianas, Rhodes, Brunas, Lucianas, Mônikas, Ritas, Giseles, Naomis e Isabelis. Menos Belle.

Eu sei amar errado. Como é o certo? Tentaram-me ensinar. Porém, consegui com que fosse embora sem olhar para trás. Sem querer saber. Até rindo de tudo isso. Do sofrimento, das lágrimas, da conversa com a matriarca, leoa, fada, bruxa, cobra, anjo.

Eles conseguem amar. O problema não é todo deles. Elas é que são amáveis. Dá pra amar. É fácil. Sorrisos entendedores. Ingenuidade invejada de poder acreditar em todas as mentiras claramente denunciadas pelo olhar ou pelas descobertas que sempre chegam sem avisar.

Gostaria de ser cega, surda ou burra para não enxergar.

Sendo que perdi a única pessoa que me respeitva por simplesmente eu não me respeitar.

Eles conseguem amá-las, porque são adoráveis.
E merecem ser amadas.


L'âge Mûr, Camille Claudel

domingo, novembro 26, 2006

Time is Running Out

I think I’m drowning
Asphyxiated
I wanna break the spell
That you’ve created

You’re something beautiful
A contradiction
I wanna play the game
I want the friction

You will be
The death of me
Yeah, You will be
The death of me

Bury it
I won’t let you bury it
I won’t let you smother it
I won’t let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can’t push it underground
We can’t stop it screaming out

I wanted freedom,
But I’m restricted
I tried to give you up
But I’m addicted

Now that u know I’m trapped
Since ovulation
You’ll never dream of breaking this fixation
You will squeeze the life out of me

Bury it
I won’t let you bury it
I won’t let you smother it
I won’t let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can’t push it underground
We can’t stop it screaming out

How did it come to this
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayaya oooohh

You will suck the life out of me

Bury it
I won’t let you bury it
I won’t let you smother it
I won’t let you murder it

Our time is running out
And our time is running out
You can’t push it underground
We can’t stop it screaming out

How did it come to this
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayayayaya
Ooooh yayayaya oooohh



Dance essa música!

quinta-feira, novembro 23, 2006

A Sombra que não ficou para trás

2004.

Vai fazer dois anos em dezembro.

Muita coisa aconteceu. Infelizmente, tem gente que ainda se incomoda com essa época de minha vida. E trata como se o mundo não tivesse girado. Fingindo que tudo ainda é como antes.

Para frente olhei e andei. O passado foi ficando tão pequeno que nem dói mais. Porém ainda tem gente olhando de binóculo para esse tempo que não vai voltar...

Sim, o "Assombração" voltou. Com toda força e depois fugiu. Não foi por medo e sim, bom senso. O livro parece ter-lhe abrido os olhos. Agradeço a Deus. Enfim, mostrar-se-á como o homem maduro que nunca transpareceu ser.

Ledo engano. Ao encontrar tais observações vindas por e-mail, notei que deve ter comentado algo com a "Leitora do passado" (Lina). Que parece estar feliz com seu novo amor, no entanto, ainda enxerga 2004 como um passado recente.

Enterremos tudo, cara Lina. É difícil amar aos inimigos, como prega aqueles que são do bem.

Mas um dia eu consigo...

domingo, novembro 19, 2006

Borderline


Critérios diagnósticos para F60.31 - 301.83 Transtorno da Personalidade Borderline:

- esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado. Nota: Não incluir comportamento suicida ou automutilante, coberto no Critério 5[617]
- um padrão de relacionamentos interpessoais instáveis e intensos, caracterizado pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização
- perturbação da identidade: instabilidade acentuada e resistente da auto-imagem ou do sentimento de self
- impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente prejudiciais à própria pessoa (por ex., gastos financeiros, sexo, abuso de substâncias, direção imprudente, comer compulsivamente).
- recorrência de comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou de comportamento automutilante
- instabilidade afetiva devido a uma acentuada reatividade do humor (por ex., episódios de intensa disforia, irritabilidade ou ansiedade geralmente durando algumas horas e apenas raramente mais de alguns dias)
sentimentos crônicos de vazio
- raiva inadequada e intensa ou dificuldade em controlar a raiva (por ex., demonstrações freqüentes de irritação, raiva constante, lutas corporais recorrentes)
ideação paranóide transitória e relacionada ao estresse ou severos sintomas dissociativos

Aspectos essenciais

- Padrão de relacionamento instável variando rapidamente entre ter um grande apreço por certa pessoa para logo depois desprezá-la.
- Comportamento impulsivo principalmente quanto a gastos financeiros, sexual, abuso de substâncias psicoativas, pequenos furtos, dirigir irresponsavelmente.
- Rápida variação das emoções, passando de um estado de irritação para angustiado e depois para depressão (não necessariamente nesta ordem).
- Sentimento de raiva freqüente e falta de controle desses sentimentos chegando a lutas corporais.
- Comportamento suicida ou auto-mutilante.
- Sentimentos persistentes de vazio e tédio.
- Dúvidas a respeito de si mesmo, de sua identidade como pessoa, de seu comportamento sexual, de sua carreira profissional.